IDAN (Postagem - Daiane Guedes)

IDAN (Postagem - Daiane Guedes)
O IDAN – Instituto do Desenvolvimento Sustentável do Semi-Árido, associação sem fins lucrativos, criada em 02 de junho de 2006, tem como finalidade principal contribuir para o desenvolvimento econômico e social das famílias agrícolas do semi-árido baiano, promovendo o combate à pobreza, através da educação e organização dos produtores, implantar e consolidar o associativismo, as parcerias rurais integradas e a inserção em cadeias produtivas.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

O SEMI-ÁRIDO BAIANO E O AGRONEGÓCIO DOS “BIOCOMBUSTÍVEIS”

O Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB) seguindo a
orientação do movimento do capital para a implantação de áreas de produção agrícolas
para o cultivo das matérias-primas para os agrocombustíveis, busca incentivar a produção
destes combustíveis no Brasil. Uma das áreas com potencial de crescimento é o semi-árido
e no seu interior a Região de Irecê que caminha para a ampliação do cultivo da Mamona e
Peão Manso para a produção de combustíveis. A região de Irecê, conhecida na década de
1980 como “a terra do feijão”, tem enfrentado, desde meados da década de 1990 uma grave
crise. Este texto tem por objetivo levantar elementos para o debate acerca do projeto de
implantação da política governamental de produção do “biodiesel” como alternativa central
para o problema da agricultura camponesa na região de Irecê-BA.

Luis Eugenio Oliveira Carregosa  2°a noturno

Educaçao no Semiarido


Pesquisa realizada no mês passado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) demonstra que mais de 266 mil professores da educação básica do país possuem uma segunda ocupação fora do ensino, um "bico".
Os professores com segunda ocupação representam 10,5% do magistério nacional, índice bem acima do da população brasileira (3,5% têm outro trabalho). O estudo usa a Pnad-IBGE e o Censo Escolar-MEC, ambos de 2009, e abrange as redes privada e pública.
Alguns dos mais frequentes "bicos" dos docentes são os de vendedores em lojas e os de funcionários em serviços de embelezamento. Para os autores do estudo, a maior incidência do "bico" entre os professores está relacionada aos baixos salários.
Tanto o Ministério da Educação quanto os secretários estaduais admitem que os salários dos professores estão longe do ideal. Afirmam, porém, que têm melhorado.
É quase impossível os docentes desenvolverem um ensino de qualidade de tempo para se dedicar ao planejamento e o desenvolvimento de suas aulas, por isto é necessário e urgente a valorização dos docentes com uma remuneração mais justa e digna.

Características da Região Semi-árida



O Semi-Árido brasileiro representa 18% do território nacional e abriga 29% da população do País. Possui uma extensão de 858.000 km2, representando cerca de 57% do território nordestino, sendo que a área designada como Polígono das Secas (ocorrência de secas periódicas) é estimada em 1.083.790,7 km2. No Semi-Árido, vivem 18,5 milhões de pessoas, com destaque para o fato de que 8,6 milhões pertencem à zona rural, caracterizada por alta vulnerabilidade, já que estão entre os mais pobres da região, com índices de qualidade de vida muito abaixo da média nacional. Sua densidade demográfica de 20 hab/km2 não parece alta quando comparada com a média nordestina que é de 28 hab/km2. Contudo, tomando por base outras regiões semi-áridas no mundo, apresenta-se como uma das mais elevadas. Acresçam-se a esse fato as próprias características naturais ali predominantes. Longe de se caracterizar como um espaço homogêneo, o Semi-Árido pode ser apresentado como um "grande mosaico".
Como principal característica climática, destacam-se as temperaturas médias elevadas e precipitações médias anuais inferiores a 800 mm, extremamente concentradas, gerando os períodos de chuva e estiagens. Cerca de 50% dos terrenos do Semi-Árido são de origem cristalina, rocha dura que não favorece a acumulação de água, sendo os outros 50% representados por terrenos sedimentares, com boa capacidade de armazenamento de águas subterrâneas. Suas feições de relevo refletem a dinâmica climática e estrutural, mas, apesar de dominar grandes extensões dissecadas, é possível registrar significativas áreas ocupadas por serras e vales úmidos.
São apenas dois os rios permanentes que cortam o Semi-Árido: o São Francisco e o Parnaíba; sendo que os demais aparecem de forma intermitente (apenas nos períodos de chuva), desempenhando, contudo, um papel fundamental na dinâmica de ocupação dos espaços nessa região. Mas a disponibilidade de água existente e potencial deve ser vista considerando, também, os açudes públicos e reservatórios privados, além das alternativas crescentes de captação de água para o consumo doméstico.
Essa diversidade natural comporta práticas de manejo do território marcadas por relações sociais "arcaicas" e "modernas", includentes e excludentes; por atividades econômicas tradicionais, de pouca inserção no mercado, com baixo uso de tecnologia em contraste com setores de ponta oriundos da agricultura irrigada. Em ambas as situações, as conseqüências ambientais são graves. Comporta, antes de tudo, uma alta concentração de terras e uma estrutura sócio-política altamente paternalista. Na agricultura tradicional, baseada no sistema de policultura (principalmente milho e feijão) e pecuária (rebanhos de bovinos, ovinos e caprinos), a vulnerabilidade à existência das secas é elevada e a situação agrava-se quando o foco recai nos pequenos agricultores ou nos trabalhadores sem-terra.
Nesse cenário, têm sido marcantes, principalmente até a década de 80, as migrações inter-regionais como alternativa à falta de sustentabilidade para a população mais vulnerável no Semi-Árido, sendo que, nos últimos anos e nas últimas secas, tem sido registrado um fluxo maior para as cidades (periferias) de porte médio na Região Nordeste. Ficam patentes a desestruturação das unidades familiares, diante da impossibilidade de sobrevivência nos períodos de seca, e a ineficiência das ações do poder público, historicamente baseadas em medidas emergenciais e políticas setoriais. É necessário partir para estratégias de políticas públicas com foco integrado de objetivos simultaneamente sócio-econômicos, político-institucionais, culturais e ambientais.

Nordeste... Problemas Sociais e Soluções


O Nordeste  Região mais pobre do Brasil, piores indicadores socioeconômico do país, predominantemente no sertão nordestino e nas áreas-rurais, devido os longos tempos de estiagem. Sofre ainda com o trabalho infantil, e com a prostituição infantil nos núcleos urbanos. Outros problemas como em todo o Brasil existe, o aumento da criminalidade, desigualdade tanto social como racial para com seus proprios
Os trabalhadores sem terra (assalariados, parceiros, ocupantes) são os mais vulneráveis à seca, porque são os primeiros a serem despedidos ou a terem os acordos desfeitos a  tragédia da seca encobre interesses escusos daqueles que têm influência política ou são economicamente poderosos, que procuram eternizar o problema e impedir que ações sejam adotadas. 

Não é possível se eliminar um fenômeno natura mais podem ser criadas soluções para os mesmos como por exemplo .alguns critérios  para que situações como esta seja brevemente resolvidas .

Critérios

Estabelecer uma Política de Industrialização, com a implantação de indústrias que beneficiem matérias-primas locais, visando à diminuição de custos com transporte,e oferecer oportunidades de trabalho. 
Proporcionar o acesso ao uso da água, com o aproveitamento da água acumulada nas grandes represas, perfuração de poços, construção de barragens subterrâneas e  de cisternas rurais 
 Estimular o uso racional da vegetação nativa
E por fim maior politica estimulativa por meio de comunicação como  Tv e radio ja que no nordeste  a maior população nao tem acesso a internet .




Welton jr 

Clima Semi-árido

Típico do interior do Nordeste, região conhecida como o Polígono das Secas, que corresponde a quase todo o sertão nordestino e aos vales médio e inferior do rio São Francisco. Sofre a influência da massa tropical atlântica que, ao chegar à região, já se apresenta com pouca umidade. Caracteriza-se por elevadas temperaturas (média de 27ºC) e chuvas escassas (em torno de 750 mm/ano), irregulares e mal distribuídas durante o ano. Há períodos em que a massa equatorial atlântica (superúmida) chega no litoral norte de Região Nordeste e atinge o sertão, causando chuva intensa nos meses de fevereiro, março e abril.

Semiárido

Semiárido


Clique na imagem para ver o mapa ampliado Segundo dados oficiais do Ministério da Integração, o Semiárido brasileiro abrange uma área de 969.589,4 km² e compreende 1.133 municípios de nove estados do Brasil: Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. A ASA atua em todos esses estados e também no Maranhão. (Veja aqui a relação completa dos municípios que compõem a nova delimitação do Semiárido)

Nessa região, vivem 22 milhões de pessoas, que representam 11,8% da população brasileira, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É o Semiárido mais populoso do planeta.

O Semiárido tem a maior parte do seu território coberto pela Caatinga -, único bioma exclusivamente brasileiro -, rico em espécies endêmicas, ou seja, que não existem em nenhum outro lugar do mundo. A composição florística da Caatinga não é uniforme em toda a sua extensão. Apresenta grande variedade de paisagens, de espécies animal e vegetal, nativas e adaptadas, com alto potencial e que garantem a sobrevivência das famílias agricultoras da região.

Essa heterogeneidade tem levado alguns autores a utilizar a expressão – as caatingas. Na sua pluralidade pode-se falar em pelo menos 12 tipos de caatingas, que chamam atenção especial pelos exemplos incríveis de adaptações ao habitat.

Outra característica do Semiárido brasileiro é o déficit hídrico. Mas, isso não significa falta de água. Pelo contrário, é o semiárido mais chuvoso do planeta. A média pluviométrica vai de 200 mm a 800 mm anuais, dependendo da região. Porém, as chuvas são irregulares no tempo e no espaço. Além disso, a quantidade de chuva é menor do que o índice de evaporação, que é de 3 mil mm/ano, ou seja, a evaporação é três vezes maior do que a de chuva que cai.

Isso significa que as famílias precisam se preparar para a chegada da chuva. Ter reservatórios para captar e armazenar água é fundamental para garantir segurança hídrica no período de estiagem, a exemplo das cisternas domésticas, cisternas-calçadão, barragens subterrâneas e dos tanques de pedra.

Indicadores sociais

Apesar do enorme potencial da natureza e do seu povo, o Semiárido é marcado por grandes desigualdades sociais. Segundo o Ministério da Integração Nacional mais da metade (58%) da população pobre do país vive na região. Estudos do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) demonstram que 67,4% das crianças e adolescentes no Semiárido são afetados pela pobreza3. São quase nove milhões de crianças e adolescentes desprovidos dos direitos humanos e sociais mais básicos, e dos elementos indispensáveis ao seu desenvolvimento pleno.

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) no Semiárido é considerado baixo para aproximadamente 82% dos municípios, que possuem IDH até 0,65. O que significa um déficit em relação aos indicadores de renda, educação e longevidade para 62% da população do Semiárido.

Renda

As contradições e injustiças que permeiam a região podem ser percebidas inclusive no acesso à renda, que reflete também uma forte desigualdade de gênero. Metade da população no Semiárido, ou mais de dez milhões de pessoas, não possui renda ou tem como única fonte de rendimento os benefícios governamentais. Na sua maioria (59,5%) mulheres.

Os que dispõem de até um salário mínimo mensal somam mais de cinco milhões de pessoas (31,4%), sendo 47% mulheres. Enquanto isso, apenas 5,5% dispõem de uma renda entre dois a cinco salários mínimos, a maioria (67%) homens, e dos 0,15% com renda acima de 30salários mínimos apenas 18% são mulheres5.

O Índice de Gini, que mede o nível de desigualdade a partir da renda, está acima de 0,60 para mais de 32% dos municípios do Semiárido, demonstrativo de uma elevada concentração da renda na região. Quanto mais próximo de 1, maior é a desigualdade.

Essa realidade metrificada e calculada pelas estatísticas é o reflexo de milhões de vidas que lutam cotidianamente sem o acesso aos direitos sociais e humanos mais fundamentais: aqui se inclui o direito à água. Uma realidade que exige transformações urgentes.

Êxodo

A população rural, de mais de oito milhões e meio de pessoas, reduziu 5,7% em relação ao ano de 2000, e hoje representa apenas 38% da população na região. Foram mais de 520 mil pessoas que deixaram de viver no Semiárido rural nos últimos dez anos. Estes números acompanham uma tendência no país, onde a população rural caiu em 6,3% no período analisado.
Esse dado reflete, também, que o Brasil ainda está aquém de garantir as condições necessárias para a opção das famílias de permanência no campo, em especial no Semiárido. Entre os principais elementos nesse processo está a elevada concentração de terras e de água.

Terra

Caracterizada por prolongado período seco, irregularidade de chuvas, semiaridez do clima e alta taxa de evapotranspiração, a região é marcada por uma histórica estrutura concentradora de renda, riquezas, água e terra.

No Semiárido existem mais de um milhão e setecentos mil estabelecimentos agropecuários (33% em relação ao total no país). Destes, 73% são proprietários que concentram 93% das terras da agropecuária; enquanto isso, 27% dos estabelecimentos agropecuários no Semiárido encontram-se em situação precarizada na relação com a terra, dispondo de apenas 7% da área.

Aqui se inclui o grupo de assentados/as sem titulação definitiva, com 2,8% do número de estabelecimentos; os arrendatários, com 3,7%; os parceiros, com 3,9% e os ocupantes com 11% dos estabelecimentos agropecuários. Soma-se a estes o grupo de produtores/as sem área no Semiárido, havendo mais de 92 mil famílias agricultoras nessa condição (5,4% dos estabelecimentos agropecuários), representando 36,3% das famílias agricultoras sem área do Brasil concentradas no Semiárido.

Água

Essa concentração rebate também na questão da água, apresentando reflexos em diversas dimensões da vida das pessoas. Atualmente 67% das famílias rurais nos estados que compõem o Semiárido não possuem acesso à rede geral de abastecimento de água, sendo que 43% utilizam poços ou nascentes, e 24% utilizam outras formas de acessar a água, que compreendem inclusive, buscas em fontes distantes, com longas caminhadas diárias, para o uso de uma água muitas vezes inadequada ao consumo humano.

Nesse contexto, a dificuldade no acesso à água, que em parte seria resultado do índice pluviométrico e da elevada taxa de evapotranspiração, é consequência, mais do que tudo, de uma política concentradora da água, através da qual uns poucos e privilegiados detêm a posse e uso de quase toda a água do Semiárido, enquanto outros morrem de sede.

Em um Semiárido com inúmeras desigualdades, são também múltiplas as alternativas e estratégias possíveis para a garantia do acesso à água por suas populações, muitas construídas por elas próprias. Na luta diária pela sobrevivência, mulheres e homens, portadores de um vasto saber adquirido a partir da observação da natureza ao longo dos tempos, aprenderam a arte de conviver com o meio ambiente olhando os ciclos das chuvas, o comportamento das plantas, dos animais e as características do clima e do solo.

Foi esse conhecimento que construiu as melhores técnicas de convivência com o Semiárido, a partir da iniciativa da estocagem, que tem sido garantida a partir da construção de tecnologias sociais para captação e armazenamento da água da chuva.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011



APAEB participa da VII Feira do Semi-Árido

A APAEB participou da VII Feira do Semi-Árido “Saberes e Fazeres do Semi-Árido Contemporâneo, promovida pela ”UEFS – Universidade Estadual de Feira de Santana entre os dias 15 e 17 de dezembro no Campus da UEFS, no município de Feira de Santana.

A associação expôs os produtos de sisal como tapetes e carpetes e os derivados do leite de cabra, todos os produtos foram expostos em um estande e apresentados pela vendedora Reinilce da Silva Oliveira.
                                                                                                   
A diretora tesoureira da Apaeb Iracema Nery também participou do evento e acompanhou as discussões do “Fórum Baiano sobre Desenvolvimento e Territorialidade no Semi-Árido” realizado dentro da feira nos dias 15 e 16 de dezembro e o “Seminário Coisas de Mulher do Campo” (dia 16 de dezembro).

O Forum Baiano sobre Desenvolvimento e Territorialidade no Semi-Árido” realizado pelo governo estadual e a Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) teve por objetivo enriquecer o debate sobre o semiárido baiano e aumentar a compreensão sobre as suas especificidades sociológicas, geográficas, humanas, ambientais e econômicas,

Participou do evento lideranças e representantes de organizações, movimentos sociais e entidades representativas da agricultura familiar, secretários estaduais, gestores públicos, e técnicos de instituições públicas e de organizações não-governamentais, bem como professores e estudiosos do tema Semi-árido e desenvolvimento rural sustentável.

PREVISÃO DE CHUVAS PARA O NORDESTE NO PERÍODO DE MARÇO A MAIO DE 2011


https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiGrSuh0ajG4LEjjakevSteuSIbJzzBQxe61oTNo4J-jiPxHxpNR7vFERBNgA1ehiyllEzGzF5dhC0MiQkZ-JdzyfO-CAYnzONBIe-l2JHf-e1PAm1wBqLCR8GfNcNCjFpp6fkwA5Hkqg/s1600/charge-cacto-chuva.jpg
Meteorologistas do Nordeste e de institutos nacionais estiveram reunidos em Natal, nos dias 17 e 18 de Fevereiro de 2011, com o objetivo de definir o comportamento das chuvas no semiárido. O documento entregue à governadora Rosalba Ciarlini no encerramento do encontro mostra que o Rio Grande do Norte, assim como os demais estados da região do semiárido nordestino não será penalizada pela estiagem e terá chuvas de normal a acima da média histórica. De acordo com as informações do agrometeorologista da Universidade Federal Rural do Semi-Árido - UFERSA, José Espínola, um dos fenômenos decisivos para as chuvas aqui no Nordeste é a mudança na temperatura dos oceanos. Segundo ele, as análises feitas nas temperaturas dos oceanos pacífico e atlântico norte e sul mostraram bom indicativo para o período chuvoso na região. Segundo ele:" 45% da probabilidade são de um inverno normal, com chuvas em torno da média, 40% de chuvas acima da média e 15% de chance se ter pouca chuva".
Projetos

Projeto Cidades Sustentáveis



O projeto Cidades Sustentávéis visa ampliar oportunidades de inclusão social no Território de Irecê, interferindo de modo efetivo para ampliar capacidades e habilidades de produção econômica e estímulo para o protagonismo político de famílias e grupos sociais em situação de pobreza e vulnerabilidades. Ao todo são 300 famílias, duas mil crianças e 100 lideranças dos bairros da periferia periurbana dos municípios de Central, Lapão, Irecê e São Gabriel envolvidas.
No Estado, até agosto de 2007, o CAA construiu 2.573 cisternas.
O projeto trabalha a partir de quatro linhas de ação: segurança alimentar e nutricional, geração de renda, acesso aos direitos sociais e políticos e fortalecimento instititucional.
As atividades são de mobilização social, diagnóstico participativo nos bairros, implantação de canteiros agroecológicos nos quintais, comercialização de excedentes da produção, elaboração de projetos sociais, assessoria técnica e seminários, reuniões e oficinas de formação.
Para a realização do trabalho, o projeto conta com o apoio financeiro da União Européia e com parcerias como a da Pastoral da Criança, prefeituras municipais, sindicatos de trabalhadores e trabalhadoras rurais, agentes comunitários de saúde, associações de bairros, CONAB-Companhia Nacional de Abastecimento, CRAS-Centro de Referencia da Assistência Social e Centro Territorial de Educação Profissional de Irecê – CTEPI.

Educação para o semiárido é discutida em Feira de Santana


Projeto Cisternas nas Escolas, desenvolvido em 13 municípios baianos, realiza entre quinta (27) e sábado (29), em Feira de Santana, seminário sobre educação contextualizada para o semiárido.


Cisternas e hortas comunitárias estão possibilitando alimentação de qualidade para diversos alunos da zona rural
Cisternas e hortas comunitárias estão possibilitando alimentação de qualidade para diversos alunos da zona rural




Entre quinta (27) e sábado (29) acontece em Feira de Santana (BA) mais um Seminário de Formação de Professores do Projeto Cisternas nas Escolas. O evento, que será realizado na Pousada Central, reunirá educadores de 13 municípios do semiárido baiano, debatendo métodos de ensino apropriados às comunidades sertanejas, a chamada “educação do campo contextualizada”. A iniciativa é do Centro de Assessoria do Assuruá (CAA), Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza (Sedes) e Governo Federal.

Iniciado em 2009, o Cisternas nas Escolas implantou cisternas de armazenamento de água em 43 unidades escolares, além de hortas comunitárias, que estão possibilitando alimentação de qualidade para diversos alunos da zona rural. A formação de professores é uma das principais atividades do projeto, com o objetivo de levar para a sala de aula as reflexões sobre a realidade local, valorizando a região e incentivando a permanência no campo.

Com a experiência do Projeto Cisternas nas Escolas, a Bahia ganhou visibilidade nacional, tornando-se referência para ações na área de segurança alimentar. A iniciativa está sendo ampliada para os demais estados nordestinos, numa parceira entre a Articulação no Semi-Árido Brasileiro (ASA), Cooperação Espanhola e Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).

Projetos

Projeto Cisternas



O objetivo é contribuir para a melhoria da qualidade de vida de famílias no semiárido baiano, mediante a captação e armazenamento de água de qualidade para consumo humano e produção de alimentos. A implantação de cisternas é uma das experiências mais exitosas nos 19 anos de trajetória do Centro de Assessoria do Assuruá (CAA).
Os municípios contemplados são aqueles localizados na região semiárida, pertencentes à bacia hidrográfica do Rio São Francisco. Eles integram os chamados “territórios de identidade” de Irecê e do Velho Chico, onde boa parte da população vive em situação de pobreza ou extrema pobreza.
No Estado, até agosto de 2007, o CAA construiu 2.573 cisternas.
O projeto tem impactos positivos, que vão além da garantia do acesso à água.
Trabalha junto às famílias a compreensão de cidadania no semiárido. Abre caminhos para a conquista de outros direitos, a exemplo da assistência social, saúde e educação.
A ação é viabilizada por meio de importantes parceirias, capitaneadas pela Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA). Entre os principais parceiros estão o Governo Federal, através do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e o Governo do Estado, por intermédio da Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza (Sedes).
Já são mais de cinco mil cisternas construídas, destinadas à captação de água para consumo humano e atividades de agricultura familiar. A estimativa é que mais de 27 mil pessoas tenham sido beneficiadas diretamente.

Parceiros locais:

  • Sindicatos de trabalhadores rurais
  • Central das Associações de Fundo de Pasto
  • Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)
  • Movimento de Trabalhadores Assentados, Acampados e Quilombolas (CETA)
  • Comissões Municipais da ASA
  • Associações comunitárias
  • Associações de comunidades quilombolas
  • Pastoral da Juventude
  • Comissão Pastoral da Terra (CPT)
  • Igrejas

Apoio institucional:

  • Fundação de Desenvolvimento Integrado do São Francisco (FUNDIFRAN)
  • Grupo de Apoio à Resistência Rural e Ambienta (GARRA)
  • Instituto de Permacultura em Terras Secas (IPETERRAS)
  • Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (CODEVASF)
  • Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA)
  • Coordenação de Desenvolvimento Agrário (CDA)/Governo do Estado.
  • Federação Brasileira de Bancos (Fetraban)
  • Banco do Brasil
  • Coordenadoria Ecumênica de Serviços (CESE)
  • Misereor (agência alemã de cooperação).

VII Feira do Semi-árido da UEFS - Manifestações Culturais 

 

 

Construção de cisternas e hortas escolares será debatida em Feira de Santana!

 No município de Boa Nova, sudoeste baiano, os alunos comemoram resultados alcançados


Impactos da iniciativa serão debatidos no Seminário de Avaliação do Cisternas nas Escolas. Na oportunidade, será apresentada a revista em quadrinhos do projeto, importante material didático para estudantes do semiárido baiano.
A construção de cisternas e hortas em escolas rurais do semiárido baiano será avaliada em seminário que acontece entre domingo (17) e terça (19), em Feira de Santana. Educadores, gestores públicos, lideranças comunitárias, entre outros parceiros, estarão reunidos na Pousada Central, fazendo um balanço dos impactos do Projeto Cisternas nas Escolas, executado em 13 municípios da Bahia, que está em fase de conclusão.
O Projeto, desenvolvido pelo Centro de Assessoria do Assuruá (CAA) desde 2009 como experiência piloto para o país, finaliza suas atividades no próximo mês. Focou no incentivo à organização popular, envolvimento da comunidade escolar, formação de professores, e, principalmente, a oferta de estrutura para acesso à água e instalação de hortas nas escolas. A ação, que tem o município de Araci (a 102 km de Feira) como um dos contemplados, está sendo reproduzida nos demais estados nordestinos.
Na Bahia, o Cisternas nas Escolas foi viabilizado por meio de parceria entre a Articulação do Semi-Árido Brasileiro (ASA), ministérios da Educação (MEC) e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), além do Governo do Estado, através da Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza (Sedes). As ações fazem parte do Pacto Um mundo pela Criança e Adolescente do Semiárido, proposto pelo Unicef.
Revista em quadrinhos – Durante o evento será apresentada a revista em quadrinhos Cisternas nas Escolas, da série Turma do Xaxado, criação do quadrinhista Antônio Cedraz. As publicações do autor receberam importantes prêmios e foram adotados por diversas escolas brasileiras. A nova revista trata da realidade de crianças que vivenciam as mudanças e as novas perspectivas trazidas pelo Projeto Cisternas nas Escolas, em municípios do interior da Bahia.
Personagens como Xaxado, Zé Pequeno e Marieta, dialogam sobre a responsabilidade de cada membro da comunidade na busca por melhorias de vida. As reflexões giram em torno de temas como convivência com o semiárido, segurança alimentar, participação política, conquista de direitos, entre outros assuntos que envolvem a cidadania.
Serviço:
O quê: Seminário de Avaliação do Projeto Cisternas nas Escolas
Quando: Entre 17 (domingo) e 19 (terça) de abril de 2011
Onde: Pousada Central (Av. Marechal Deodoro, Centro – Feira de Santana/BA)
Quem participa: Educadores e representantes de 13 municípios baianos, equipe técnica, gestores dos governos Federal e Estadual, entre outros.

  • Municípios do semiárido fazem capacitação em políticas públicas para a infância

Meta é focar na erradicação da fome e da miséria, garantia da educação básica para todos e redução da mortalidade infantil

 

 Mais de 470 representantes de 123 municípios, entre eles 96 adolescentes, participaram do 4º ciclo de Capacitação do ‘Selo Unicef Município Aprovado – Edição 2009 /2012’, onde foram discutidas propostas de políticas públicas para a infância e a adolescência do Semiárido baiano.

Os encontros, promovidos pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) em parceria com a Secretaria Estadual para Assuntos Internacionais e da Agenda Bahia (Serinter), através do Comitê Estadual do Pacto Um Mundo para a Criança e o Adolescente do Semiárido, aconteceram em quatro polos: Juazeiro, Barreiras, Vitória da Conquista e Feira de Santana.
Em Juazeiro, nos dias nos dias 6 e 7 de julho, reuniram-se 70 representantes de 18 municípios. No dia 14, em Barreiras, compareceram 94 pessoas de 22 municípios. Vitória da Conquista, no dia 20, contou com 110 participantes de 28 municípios. O encerramento, em Feira de Santana, nos dias 26 e 27, reuniu 199 pessoas de 55 municípios.
O secretário para Assuntos Internacionais e da Agenda Bahia, Fernando Schmidt, ressaltou o empenho do governo do Estado, através das secretarias, para alcançar os objetivos do milênio, estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2000, em especial no que diz respeito à erradicação da fome e da miséria, garantia da educação básica para todos e redução da mortalidade infantil.
Comitê Gestor Estadual
A Bahia vem trabalhando na articulação e integração de ações e políticas, promovendo o intercâmbio técnico entre as secretarias e apoiando o fortalecimento de atores sociais estratégicos e de políticas municipais. O resultado desse trabalho se reflete na avaliação feita pelo Unicef, segundo a qual, a Bahia melhorou em 10 dos 14 indicadores pactuados. Dentre os principais avanços, destaca-se a diminuição da taxa de mortalidade infantil no Semiárido baiano.
Ferramentas
Em todos os encontros foram realizadas duas oficinas, uma sobre estratégias de promoção do desenvolvimento infantil, e a outra sobre o direito à comunicação e a participação de adolescentes na discussão das políticas públicas. Os representantes de todos os municípios receberam publicações técnicas discutidas nas oficinas, para aprimorar as metodologias de implementação das políticas públicas municipais.

terça-feira, 8 de novembro de 2011


Educação no Semi-Árido Brasileiro  (Filosofia)

Quase 11 milhões de crianças e adolescentes vivem na região semi-árida do Brasil, identificada em 11 Estados, entre eles, a Bahia. É uma população mais jovem do que a média nacional, mas com o futuro comprometido pelos graves indicadores sociais.
O acesso à educação é precário e muitos colégios estão desconectados da realidade sócio-cultural dos estudantes. De acordo com o relatório Crianças e Adolescentes no Semi-árido Brasileiro 2003, produzido pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), mais de 350 mil meninos e meninas de 10 a 14 anos não freqüentam a escola e os que estudam, demoram 11 anos para concluir o ensino fundamental.
 Mais de 390 mil adolescentes (10,15%) são analfabetos. A sociedade civil está mobilizada, pressionando o governo para a definição e execução de políticas públicas que promovam mudanças estruturais na região mais pobre do país. A Resab - Rede de Educação do Semi-Árido Brasileiro tem como prioridade contribuir para a melhoria da qualidade do ensino, especialmente em escolas rurais da rede pública.
 O espaço de articulação política regional é voltado para o debate e elaboração de uma proposta político-pedagógica de educação para a convivência com o Semi-árido. Congrega mais de 200 organizações não-governamentais e entidades do poder público. Os diversos atores envolvidos com a questão trocam experiências em encontros pedagógicos e conferências (estaduais e nacional), com o objetivo de elaborar um currículo escolar adequado às formas de vida e às problemáticas da região.
 A Resab ainda disponibiliza bancos de dados sobre a temática, atua junto a órgãos do governo, cobrando critérios coerentes para definir os custos com alunos do meio rural; propõe diretrizes para políticas públicas de educação; incentiva a formação de educadores adequada às especificidades da região; e contribui na elaboração do Plano de Ações Educativas para a Prevenção e Combate à Desertificação no Semi-Árido.