IDAN (Postagem - Daiane Guedes)

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O IDAN – Instituto do Desenvolvimento Sustentável do Semi-Árido, associação sem fins lucrativos, criada em 02 de junho de 2006, tem como finalidade principal contribuir para o desenvolvimento econômico e social das famílias agrícolas do semi-árido baiano, promovendo o combate à pobreza, através da educação e organização dos produtores, implantar e consolidar o associativismo, as parcerias rurais integradas e a inserção em cadeias produtivas.
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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Sisal da Bahia

Educaçao no Semiarido


Pesquisa realizada no mês passado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) demonstra que mais de 266 mil professores da educação básica do país possuem uma segunda ocupação fora do ensino, um "bico".
Os professores com segunda ocupação representam 10,5% do magistério nacional, índice bem acima do da população brasileira (3,5% têm outro trabalho). O estudo usa a Pnad-IBGE e o Censo Escolar-MEC, ambos de 2009, e abrange as redes privada e pública.
Alguns dos mais frequentes "bicos" dos docentes são os de vendedores em lojas e os de funcionários em serviços de embelezamento. Para os autores do estudo, a maior incidência do "bico" entre os professores está relacionada aos baixos salários.
Tanto o Ministério da Educação quanto os secretários estaduais admitem que os salários dos professores estão longe do ideal. Afirmam, porém, que têm melhorado.
É quase impossível os docentes desenvolverem um ensino de qualidade de tempo para se dedicar ao planejamento e o desenvolvimento de suas aulas, por isto é necessário e urgente a valorização dos docentes com uma remuneração mais justa e digna.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Projetos

Projeto Cidades Sustentáveis



O projeto Cidades Sustentávéis visa ampliar oportunidades de inclusão social no Território de Irecê, interferindo de modo efetivo para ampliar capacidades e habilidades de produção econômica e estímulo para o protagonismo político de famílias e grupos sociais em situação de pobreza e vulnerabilidades. Ao todo são 300 famílias, duas mil crianças e 100 lideranças dos bairros da periferia periurbana dos municípios de Central, Lapão, Irecê e São Gabriel envolvidas.
No Estado, até agosto de 2007, o CAA construiu 2.573 cisternas.
O projeto trabalha a partir de quatro linhas de ação: segurança alimentar e nutricional, geração de renda, acesso aos direitos sociais e políticos e fortalecimento instititucional.
As atividades são de mobilização social, diagnóstico participativo nos bairros, implantação de canteiros agroecológicos nos quintais, comercialização de excedentes da produção, elaboração de projetos sociais, assessoria técnica e seminários, reuniões e oficinas de formação.
Para a realização do trabalho, o projeto conta com o apoio financeiro da União Européia e com parcerias como a da Pastoral da Criança, prefeituras municipais, sindicatos de trabalhadores e trabalhadoras rurais, agentes comunitários de saúde, associações de bairros, CONAB-Companhia Nacional de Abastecimento, CRAS-Centro de Referencia da Assistência Social e Centro Territorial de Educação Profissional de Irecê – CTEPI.

Projetos

Projeto Cisternas



O objetivo é contribuir para a melhoria da qualidade de vida de famílias no semiárido baiano, mediante a captação e armazenamento de água de qualidade para consumo humano e produção de alimentos. A implantação de cisternas é uma das experiências mais exitosas nos 19 anos de trajetória do Centro de Assessoria do Assuruá (CAA).
Os municípios contemplados são aqueles localizados na região semiárida, pertencentes à bacia hidrográfica do Rio São Francisco. Eles integram os chamados “territórios de identidade” de Irecê e do Velho Chico, onde boa parte da população vive em situação de pobreza ou extrema pobreza.
No Estado, até agosto de 2007, o CAA construiu 2.573 cisternas.
O projeto tem impactos positivos, que vão além da garantia do acesso à água.
Trabalha junto às famílias a compreensão de cidadania no semiárido. Abre caminhos para a conquista de outros direitos, a exemplo da assistência social, saúde e educação.
A ação é viabilizada por meio de importantes parceirias, capitaneadas pela Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA). Entre os principais parceiros estão o Governo Federal, através do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e o Governo do Estado, por intermédio da Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza (Sedes).
Já são mais de cinco mil cisternas construídas, destinadas à captação de água para consumo humano e atividades de agricultura familiar. A estimativa é que mais de 27 mil pessoas tenham sido beneficiadas diretamente.

Parceiros locais:

  • Sindicatos de trabalhadores rurais
  • Central das Associações de Fundo de Pasto
  • Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)
  • Movimento de Trabalhadores Assentados, Acampados e Quilombolas (CETA)
  • Comissões Municipais da ASA
  • Associações comunitárias
  • Associações de comunidades quilombolas
  • Pastoral da Juventude
  • Comissão Pastoral da Terra (CPT)
  • Igrejas

Apoio institucional:

  • Fundação de Desenvolvimento Integrado do São Francisco (FUNDIFRAN)
  • Grupo de Apoio à Resistência Rural e Ambienta (GARRA)
  • Instituto de Permacultura em Terras Secas (IPETERRAS)
  • Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (CODEVASF)
  • Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA)
  • Coordenação de Desenvolvimento Agrário (CDA)/Governo do Estado.
  • Federação Brasileira de Bancos (Fetraban)
  • Banco do Brasil
  • Coordenadoria Ecumênica de Serviços (CESE)
  • Misereor (agência alemã de cooperação).

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Semi Arido

Complexo regional do Nordeste

complexo regional do Nordesde é composto por dez estados, e têm quase a forma do nordeste da divisão oficial, tirando a parte leste do Maranhão, e adicionando o norte de Minas Gerais. Por ser a primeira região colonizada pelos portugueses, o nordeste guarda muitas características históricas, e também, é bem povoado, principalmente no litoral. Extende-se por uma área de aproximadamente 1.542.271 km², com uma população total de aprox. 43 milhões de habitantes.

Devido às características do clima, vegetação e população, o Nordesde foi dividido em outras quatro sub-regiões:SertãoZona da MataAgreste e Meio Norte.
O Relevo
O relevo nordestino é caracterizado por planaltos, depressões e planícies. Na porção oeste, estão localizados osPlanaltos e Chapadas da bacia do rio Parnaíba (Chapada Diamantina), Na região central, está a depressão que ocupa a maior parte do Nordeste, causada pelo rio São Francisco, no litoral estão as planícies e tabuleiros, e, numa parte leste (mas não no litoral), está o planalto da Borborema, que é um dos principais responsáveis pela seca (impede as chuvas de chegarem ao sertão.)
Hidrografia
A rede fluvial do Nordeste é composta por muitos rios temporários, que secam durante boa parte do ano, porém alguns são perenes. O rio principal, o São Francisco, é um dos maiores do Brasil, e corta desde o sul da região, passa pelo interior e deságua no Oceano Atlântico. Ele é de extrema importância para o nordeste, pois é a salvação para milhões de habitantes do sertão nordestino. Também é muito utilizado para transporte de cargas e pessoas, irrigação de lavouras.
Rio São Francisco
Por cortar regiões de diferentes altitudes, as quedas d’água são bastante utilizadas para construção de hidrelétricas e geração de energia, que é destinada ao consumo da região centro-sul e do próprio nordeste. Algumas das mais importantes usinas: Três Marias, Sobradinho, Itaparica, Paulo Afonso (I, II, III e IV) e a de Xingó.
O rio também é muito utilizado para transporte, principalmente numa faixa de aproximadamente 1000 km de extensão, que vai desde Pirapora em Minas Gerais até Juazeiro na Bahia e Petrolina em Pernambuco.

O velho Chico, como é conhecido pelos nordestinos, está servindo também para irrigação nas áreas mais secas, possibilitando a produção de frutas para exportação.
Clima
O clima nordestino é predominantemente tropical, em razão da proximidade com a linha do equador. O relevo contribui para a formação do clima semi-árido na região central, e no litoral encontramos o clima tropical úmido.
O clima tropical é caracterizado por médias de temperaturas muito elevadas, e com muitas chuvas numa parte do ano, e seca na outra parte. O semi-árido é um clima de altas temperaturas, e poucas chuvas, distribuidas de formas irregulares durante o ano. Também conhecido como polígono das secas, é a região mais “famosa” e problemática do nordeste (talvez do Brasil, em relação a aspectos climáticos).
Vegetação
O complexo Regional do Norteste tem uma vegetação que reflete quase que fielmente as características climáticas. Na área em que o clima é o tropical, com altas temperaturas o ano todo, e uma estação de seca e outra chuvosa, a vegetação encontrada é a de cerrado, caracterizada por árvores de pequeno porte e arbustos.

Cerrado
Na faixa de terra em que encontramos o clima semi-árido, está a caatinga. As altas temperaturas e a pouca quantidade de chuvas faz com que a vegetação tenha um aspecto desértico, com cactos e plantas secas (xerófilas, herbáceas, arbustos, etc).

Caatinga
Na zona oeste encontramos a Mata dos Cocais, onde a proximidade com o clima equatorial ajuda um maior desenvolvimento das plantas. Uma das fontes de renda das pessoas dessa região é a extração de babaçu (das palmeiras de babaçu) e os coqueiros de carnaúba.