IDAN (Postagem - Daiane Guedes)

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O IDAN – Instituto do Desenvolvimento Sustentável do Semi-Árido, associação sem fins lucrativos, criada em 02 de junho de 2006, tem como finalidade principal contribuir para o desenvolvimento econômico e social das famílias agrícolas do semi-árido baiano, promovendo o combate à pobreza, através da educação e organização dos produtores, implantar e consolidar o associativismo, as parcerias rurais integradas e a inserção em cadeias produtivas.
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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Petrolina lança nesta quarta Semiárido Show 2011

Acontece na noite desta quarta (06), em Petrolina, o lançamento do Semiárido Show 2011, evento que está agendado para acontecer entre os dias 22 e 25 de agosto. O lançamento acontece às 19h, no Petrolina Palace Hotel e deve contar com a participação de agricultores familiares, pesquisadores, representantes de instituições públicas e organizações não governamentais.
Intitulado “Tecnologias agrícolas água e produção de alimentos na agricultura familiar” O "Semi-Árido Show 2011" tem como proposta fundamental promover a difusão de novas tecnologias que permitam o desenvolvimento sustentável e a melhor convivência com o semi-árido brasileiro. A expectativa da organização do evento é de que nesta edição, o público chegue à casa das 25 mil pessoas.
O Semiárido Show 2011 é realizado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Semi-árido) e conta com a parceria do Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (IRPAA).

Educação contextualizada sobre o Semiarido.

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A mudança de conceitos sobre Semiárido, por meio de uma educação contextualizada foi discutida nas atividades da Conferência Internacional sobre Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento em regiões semiáridas, ICID+18.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

VII Feira do Semi-árido da UEFS - Manifestações Culturais 

 

 

Construção de cisternas e hortas escolares será debatida em Feira de Santana!

 No município de Boa Nova, sudoeste baiano, os alunos comemoram resultados alcançados


Impactos da iniciativa serão debatidos no Seminário de Avaliação do Cisternas nas Escolas. Na oportunidade, será apresentada a revista em quadrinhos do projeto, importante material didático para estudantes do semiárido baiano.
A construção de cisternas e hortas em escolas rurais do semiárido baiano será avaliada em seminário que acontece entre domingo (17) e terça (19), em Feira de Santana. Educadores, gestores públicos, lideranças comunitárias, entre outros parceiros, estarão reunidos na Pousada Central, fazendo um balanço dos impactos do Projeto Cisternas nas Escolas, executado em 13 municípios da Bahia, que está em fase de conclusão.
O Projeto, desenvolvido pelo Centro de Assessoria do Assuruá (CAA) desde 2009 como experiência piloto para o país, finaliza suas atividades no próximo mês. Focou no incentivo à organização popular, envolvimento da comunidade escolar, formação de professores, e, principalmente, a oferta de estrutura para acesso à água e instalação de hortas nas escolas. A ação, que tem o município de Araci (a 102 km de Feira) como um dos contemplados, está sendo reproduzida nos demais estados nordestinos.
Na Bahia, o Cisternas nas Escolas foi viabilizado por meio de parceria entre a Articulação do Semi-Árido Brasileiro (ASA), ministérios da Educação (MEC) e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), além do Governo do Estado, através da Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza (Sedes). As ações fazem parte do Pacto Um mundo pela Criança e Adolescente do Semiárido, proposto pelo Unicef.
Revista em quadrinhos – Durante o evento será apresentada a revista em quadrinhos Cisternas nas Escolas, da série Turma do Xaxado, criação do quadrinhista Antônio Cedraz. As publicações do autor receberam importantes prêmios e foram adotados por diversas escolas brasileiras. A nova revista trata da realidade de crianças que vivenciam as mudanças e as novas perspectivas trazidas pelo Projeto Cisternas nas Escolas, em municípios do interior da Bahia.
Personagens como Xaxado, Zé Pequeno e Marieta, dialogam sobre a responsabilidade de cada membro da comunidade na busca por melhorias de vida. As reflexões giram em torno de temas como convivência com o semiárido, segurança alimentar, participação política, conquista de direitos, entre outros assuntos que envolvem a cidadania.
Serviço:
O quê: Seminário de Avaliação do Projeto Cisternas nas Escolas
Quando: Entre 17 (domingo) e 19 (terça) de abril de 2011
Onde: Pousada Central (Av. Marechal Deodoro, Centro – Feira de Santana/BA)
Quem participa: Educadores e representantes de 13 municípios baianos, equipe técnica, gestores dos governos Federal e Estadual, entre outros.

  • Municípios do semiárido fazem capacitação em políticas públicas para a infância

Meta é focar na erradicação da fome e da miséria, garantia da educação básica para todos e redução da mortalidade infantil

 

 Mais de 470 representantes de 123 municípios, entre eles 96 adolescentes, participaram do 4º ciclo de Capacitação do ‘Selo Unicef Município Aprovado – Edição 2009 /2012’, onde foram discutidas propostas de políticas públicas para a infância e a adolescência do Semiárido baiano.

Os encontros, promovidos pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) em parceria com a Secretaria Estadual para Assuntos Internacionais e da Agenda Bahia (Serinter), através do Comitê Estadual do Pacto Um Mundo para a Criança e o Adolescente do Semiárido, aconteceram em quatro polos: Juazeiro, Barreiras, Vitória da Conquista e Feira de Santana.
Em Juazeiro, nos dias nos dias 6 e 7 de julho, reuniram-se 70 representantes de 18 municípios. No dia 14, em Barreiras, compareceram 94 pessoas de 22 municípios. Vitória da Conquista, no dia 20, contou com 110 participantes de 28 municípios. O encerramento, em Feira de Santana, nos dias 26 e 27, reuniu 199 pessoas de 55 municípios.
O secretário para Assuntos Internacionais e da Agenda Bahia, Fernando Schmidt, ressaltou o empenho do governo do Estado, através das secretarias, para alcançar os objetivos do milênio, estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2000, em especial no que diz respeito à erradicação da fome e da miséria, garantia da educação básica para todos e redução da mortalidade infantil.
Comitê Gestor Estadual
A Bahia vem trabalhando na articulação e integração de ações e políticas, promovendo o intercâmbio técnico entre as secretarias e apoiando o fortalecimento de atores sociais estratégicos e de políticas municipais. O resultado desse trabalho se reflete na avaliação feita pelo Unicef, segundo a qual, a Bahia melhorou em 10 dos 14 indicadores pactuados. Dentre os principais avanços, destaca-se a diminuição da taxa de mortalidade infantil no Semiárido baiano.
Ferramentas
Em todos os encontros foram realizadas duas oficinas, uma sobre estratégias de promoção do desenvolvimento infantil, e a outra sobre o direito à comunicação e a participação de adolescentes na discussão das políticas públicas. Os representantes de todos os municípios receberam publicações técnicas discutidas nas oficinas, para aprimorar as metodologias de implementação das políticas públicas municipais.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Semiárido baiano ganha projetos de ciência e tecnologia

Projetos foram assegurados graças à assinatura de um protocolo de intenções entre o Governo do Estado e a Associação Alberto Santos Dumont para Apoio à Pesquisa
Uma base sólida de ciência e tecnologia vai ser desenvolvida no semi-árido baiano. Com possibilidade de qualificação e inserção da população local no mercado de trabalho, além da descoberta de novos talentos na área da ciência, dois projetos para a região foram anunciados, nesta segunda-feira (7), na Governadoria - a implantação do Centro de Educação Científica da Bahia, que vai funcionar na cidade de Serrinha e terá capacidade para atender a 400 alunos, e a criação do Instituto Internacional de Biotecnologia e Bioprospecção do Semi-Árido da Bahia (IINN-SAB), que deverá ser construído em Feira de Santana. As duas iniciativas somam R$ 4,97 milhões em investimentos.
Os projetos foram assegurados graças à assinatura de um protocolo de intenções entre o Governo do Estado e a Associação Alberto Santos Dumont para Apoio à Pesquisa (Aasdap). A idéia do centro é trabalhar a inclusão social de crianças e adolescentes da rede pública do semi-árido, por meio de conceitos e práticas da ciência moderna.
As obras devem começar em setembro e a primeira classe iniciar os estudos em março de 2009. A prefeita de Serrinha, Tânia Lomes, recebeu a notícia com entusiasmo. “Para o município, é uma grande oportunidade. Acreditamos no potencial da nossa gente e espero que muitos cientistas sejam revelados”, enfatizou.
Já os estudos que prevêem a criação do Instituto Internacional de Biotecnologia e Bioprospecção do Semi-Árido da Bahia (IINN-SAB) devem começar ainda este mês, com previsão de conclusão para janeiro do próximo ano. Para a sua construção, serão elaborados planos científicos e diagnósticos das vocações regionais, com a meta de estabelecer parcerias e definir estratégias destinados ao bom funcionamento do local.
Tecnologia de ponta
O protocolo de intenções foi assinado pelo governador Jaques Wagner, pelo secretário da Ciência, Tecnologia e Inovação, Ildes Ferreira, e pelo presidente da Aasdap, Miguel Ângelo Nicolelis. Na opinião de Wagner, o acordo simboliza a interiorização da pesquisa e da tecnologia no estado. “O semi-árido vai ganhar uma outra feição depois disso. É uma região que tem muito a oferecer, basta aportar conhecimento. Aqui, nós plantamos a semente e espero que ela possa frutificar”, declarou.
Médico e cientista brasileiro, o professor Miguel Ângelo Nicolelis elogiou a “ousadia” do governo baiano ao levar tecnologia de ponta ao interior do estado. “Isso vai permitir que o semi-árido tenha contato com novas oportunidades e ferramentas de produção de conhecimento. Será uma porta aberta para novos ‘Santos Dumonts’ voarem com seus ‘14 Bis’ pelo interior e, assim, construírem o mundo que sonhamos”, falou ele, com a autoridade de quem é considerado um dos maiores pesquisadores do mundo. Na Universidade Duke, nos Estados Unidos, Nicolelis desenvolve pesquisas sobre o cérebro e lidera um grupo de estudiosos na área de neurociência.
A Aasdap foi criada em 2004, com a missão de propriciar um ambiente destinado a reunir competências nos principais setores da ciência moderna, tendo em vista o desenvolvimento de pesquisas de ponta em múltiplas áreas do conhecimento.
A parceria da instituição com o governo baiano foi bem recebida pelo secretário Ildes Ferreira. “As duas iniciativas firmadas aqui vão funcionar como um canal importante na descoberta de novos talentos no semi-árido, na pele de meninos e meninas que, certamente, vão se apaixonar por ciência e tecnologia”, comentou o secretário.

Investimentos

Centro de Educação Científica da Bahia – R$ 4,1 milhões.
Instituto Internacional de Biotecnologia e Bioprospecção do Semi-árido da Bahia – R$ 870 mil.

domingo, 16 de outubro de 2011

Instituições e Desenvolvimento no Semi-Árido Baiano

Resumo
Este trabalho mostra o papel que a qualidade das instituições desempenha na determinação do sucesso ou fracasso de políticas regionais. A persistência de indicadores desfavoráveis para regiões pobres contradiz a tese da convergência neoclássica e evidencia as falhas das políticas keynesianas. Diante das limitações teóricas para explicar as causas do desenvolvimento regional desigual, este estudo adiciona o conjunto de instituições formais e informais como variável determinante da (in)eficiência das políticas regionais. Utiliza como referência o atraso econômico experimentado pelo semi-árido baiano para demonstrar que tanto a convergência ao mesmo steady state dos neoclássicos quanto as políticas keynesiansa só têm validade em um ambiente com instituições de melhor qualidade. A inércia institucional reproduziu, ao longo tempo, instituições de qualidade inferior no semi-árido baiano, o que impediu a absorção por esta região dos benefícios das políticas econômicas. O estudo conclui com a necessidade de combinação de políticas regionais do tipo top-down e bottom up, numa síntese exógenas-endógenas, que sejam capazes de implementar mudanças incrementais na matriz institucional, de modo a garantir a acumulação de capital humano e favorecer a mobilidade dos fatores de produção ao mesmo tempo que estimula o crescimento econômico.

Justificativa

A fome reflete um traço dramático da pobreza nordestina desde o tempo da colonização. A exploração econômica baseada na concentração da terra (principal meio de produção no semi-árido) em grandes latifúndios reservava pouco espaço para o plantio de culturas de subsistência, resultando na escassez de alimentos. A busca pela sobrevivência como condição primeira de vida limita as condições para o desenvolvimento de práticas sociais, da educação e das relações econômicas. Isto impede a constituição de instituições de melhor qualidade ao longo do tempo. As crenças, a forte religiosidade e o pouco contato com outras culturas reproduziu, ao longo de gerações, a aceitação desta condição como uma característica própria da região. Como conseqüência, houve pouco estimulo para mudanças incrementais na matriz institucional.  A persistência de indicadores econômicos e sociais desfavoráveis para regiões pobres como o semi-árido baiano contradiz a tese da convergência neoclássica e evidencia as falhas de governo nas políticas regionais adotadas.


 

A relevância deste trabalho está em chamar a atenção para a urgência de ações que promovam mudanças incrementais na matriz institucional, não só para aumentar a conectividade das regiões pobres com as redes econômicas globais, mas, principalmente, para melhorar a dignidade dos pobres, aviltados pela fome e a miséria.

Objetivos:
Geral: Analisar o papel que desempenha a qualidade das instituições na explicação do atraso econômico da região semi-árida baiana.

Específicos:

Avaliar o padrão das mudanças institucionais regionalmente localizadas e sua influência no desempenho econômico da região semi-árida baiana.
Identificar as variáveis determinantes da pobreza no semi-árido baiano e sua correlação com a qualidade das instituições locais.
Demonstrar que a persistência de indicadores econômicos e sociais desfavoráveis para regiões pobres como o semi-árido baiano, que contradiz a tese da convergência neoclássica e evidencia as falhas de governo nas políticas regionais adotadas, tem na sua base a matriz institucional da região.
Subsidiariamente contribuir para o debate e apontar alternativas que sejam capazes de, ao mesmo tempo, melhorar a qualidade das instituições e propiciar indicadores econômicos e sociais melhores para a região do semi-árido baiano.
Problema: A qualidade das instituições é uma variável determinante para a (in)eficiência das políticas de superação do atraso econômico e da pobreza no semi-árido baiano?